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Educadores veranenses participam de prática pedagógica junto a natureza
Categoria: Educação, Cultura e EsportesData de Publicação: 27 de junho de 2019
Educadoras e direção das Escolas de Educação Infantil de Veranópolis vivenciaram, neste mês de junho, uma experiência que articulou teoria e prática, infância e natureza. Com o propósito de promover processos de aprendizagens significativos e contextualizados, as equipes realizaram uma visita de estudos, nos dias 14 e 15 de junho, à Escola da Floresta Olho da Coruja, localizada no município de Chapada, no noroeste do Rio Grande do Sul. A escola possui uma proposta pedagógica diferenciada e foi fundada por três egressos do mestrado em Educação da Faculdade de Educação da Universidade de Passo Fundo (Faed/UPF). O diferencial da proposta pedagógica desta escola está na garantia dos movimentos livres, da interação com a natureza, de um ambiente favorável à expressão das diversas linguagens e da participação ativa da criança nos processos de decisão. A escola está localizada em um município de colonização alemã, cuja população é de aproximadamente nove mil pessoas. Há seis anos três educadores, egressos do mestrado em Educação da Faed, e de diferentes cursos de graduação da UPF - Clarisse Hendges Stürmer; Adroaldo Stürmer e Rosangela Stürmer - ousaram concretizar o projeto de uma escola transformadora. Num processo de imersão no espaço da Escola da Floresta o grupo vivenciou as atividades realizadas junto a natureza, na área rural, com mata preservada, bosque dos cipós, nascentes, animais silvestres, cavalos mansos, patos, vacas, porcos, açudes, trilhas, pontilhões e charcos que convidam à travessia e à exploração. De acordo com a professora da disciplina de Prática Pedagógica em Educação Infantil e coordenadora da Brinquedoteca da UPF, Rosana Farenzena, o ambiente é favorável à curiosidade e à vocação investigativa da criança. "Esse é um território de aventuras, experimentações, socialização e descobertas. As crianças são felizes aqui. Tem casa na árvore, redes estendidas, árvores frutíferas e uma diversidade de elementos naturais", observou a professora. A experiência proporcionou vivências lúdicas, com liberdade e alegria. Aconteceram atividades como brincar com barro, caminhada pelo bosque, lanchar ao ar livre, aula na presença de cavalos, entre outras atividades. As propostas foram pautadas por um clima lúdico, de convivência em uma comunidade de aprendizagem, constituída na garantia da participação e da pertença, no respeito às linguagens e subjetividades. Foi inspirador para as educadoras que puderam acompanhar uma prática que apresenta alternativas ao modelo escolar que concentra poder unilateral. em Fotos: SMED/em
